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	<title>Arquivo de Artigos | Sistema Federação das Indústrias do Estado do Acre - FIEAC</title>
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	<title>Arquivo de Artigos | Sistema Federação das Indústrias do Estado do Acre - FIEAC</title>
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		<title>O preço de trabalhar menos: uma análise além das boas intenções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[webmaster]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 17:30:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ideia de reduzir a jornada de trabalho por imposição legal desperta, à primeira vista, natural simpatia. Associada à perspectiva de mais tempo livre, melhor qualidade de vida e maior equilíbrio entre trabalho e esfera pessoal, costuma ser apresentada como um avanço social imediato. No entanto, sob a ótica econômica, a proposta revela efeitos complexos [&#8230;]</p>
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<p>A ideia de reduzir a jornada de trabalho por imposição legal desperta, à primeira vista, natural simpatia. Associada à perspectiva de mais tempo livre, melhor qualidade de vida e maior equilíbrio entre trabalho e esfera pessoal, costuma ser apresentada como um avanço social imediato. No entanto, sob a ótica econômica, a proposta revela efeitos complexos — e potencialmente adversos — que exigem análise cuidadosa.</p>



<p>O tema é relevante e pertinente. Ainda assim, a discussão sobre jornada não se limita à quantidade de horas trabalhadas, alcançando impactos diretos sobre emprego, renda, preços e crescimento econômico. Trata-se, portanto, de uma agenda que vai além do campo social e incide sobre a dinâmica econômica do país.</p>



<p>Melhorar as condições de trabalho é um objetivo legítimo. No entanto, propostas bem-intencionadas precisam ser avaliadas à luz de seus efeitos concretos. Nesse ponto, a evidência econômica indica que a redução da jornada por imposição legal pode gerar consequências adversas relevantes, comprometendo os próprios objetivos que se busca atingir.</p>



<p>O Brasil não parte de um sistema rígido. A Constituição estabelece um limite máximo de 44 horas semanais e permite ajustes flexíveis por meio da negociação coletiva. Esse modelo tem se mostrado funcional: cerca de 30% dos instrumentos coletivos recentes tratam de prorrogação/redução de jornada, refletindo as necessidades específicas de setores, empresas e trabalhadores. Trata-se de um arranjo que concilia interesse do trabalhador com adaptação à realidade produtiva.</p>



<p>A imposição de uma redução uniforme rompe essa lógica ao adotar uma solução única para um país marcado por profundas diferenças econômicas e setoriais. O principal risco está justamente em ignorar essa heterogeneidade, gerando distorções em vez de soluções.</p>



<p>Os impactos econômicos são mensuráveis. Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, pode elevar os preços ao consumidor em cerca de 6,2% em média com efeito direto sobre o custo de vida.</p>



<p>A explicação é simples: ao reduzir a jornada sem reduzir salário, eleva-se o custo do trabalho por hora. Esse aumento se dissemina pelas cadeias produtivas, pressionando preços e reduzindo o poder de compra.</p>



<p>Sem ganhos prévios de produtividade, o resultado tende a seguir dois caminhos: queda na produção ou aumento de custos. Nenhuma dessas alternativas favorece o crescimento econômico, pois ambas limitam a expansão da atividade.</p>



<p>Os efeitos sobre os custos do trabalho também são expressivos. A CNI estima que a redução para 40 horas pode elevar os custos em até R$ 267 bilhões na economia como um todo, configurando uma mudança de impacto sistêmico.</p>



<p>No setor público, os impactos são igualmente relevantes e muitas vezes subestimados. Projeções indicam aumento de até R$ 4 bilhões nas despesas com pessoal em todas as esferas da Administração, além de até R$ 2 bilhões adicionais em contratos de serviços e compras públicas apenas na esfera federal.</p>



<p>Na prática, isso amplia a pressão sobre despesas obrigatórias e sobre o equilíbrio fiscal, em um cenário já marcado por rigidez orçamentária.</p>



<p>Nesse contexto, é importante enfrentar um argumento recorrente: o de que a redução da jornada geraria empregos automaticamente. Essa hipótese não encontra respaldo na literatura econômica. A geração de empregos está associada ao crescimento econômico, ao investimento e à confiança e não à simples redistribuição de horas de trabalho.</p>



<p>Quando os custos aumentam sem ganhos de eficiência, o efeito tende a ser o oposto do desejado: retração de investimentos, aumento da informalidade e maior dificuldade na criação de empregos formais.</p>



<p>A experiência internacional reforça esse diagnóstico. Países com jornadas menores não alcançaram esse patamar por imposição legal isolada, mas após elevarem significativamente sua produtividade, com investimentos contínuos em educação, tecnologia e inovação.</p>



<p>Economias como Irlanda, Noruega e Estados Unidos apresentam níveis de produtividade muito superiores aos do Brasil, o que lhes permite produzir mais em menos tempo sem perda de renda.</p>



<p>No Brasil, a realidade é distinta. A produtividade permanece estagnada há décadas, e o país ainda enfrenta desafios estruturais relevantes. Reduzir a jornada nesse contexto significa antecipar um ganho que ainda não foi gerado.</p>



<p>Estudos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) indicam que seria necessário um aumento imediato de produtividade de cerca de 8,5% apenas para manter o nível atual de produção com a jornada reduzida para 40 horas. Um salto expressivo para os padrões nacionais.</p>



<p>Diante disso, a questão central não é se a jornada deve ser reduzida, mas como e quando fazê-lo de forma responsável. O ponto decisivo não está na intenção, mas na viabilidade e nos efeitos da medida.</p>



<p>A resposta passa por fortalecer o que já funciona. A negociação coletiva permite ajustar a jornada às condições reais de cada setor, equilibrando interesses, preservando empregos e promovendo eficiência.</p>



<p>Ao mesmo tempo, o país precisa avançar nas agendas que sustentam melhorias duradouras nas condições de trabalho: educação, qualificação profissional, inovação, segurança jurídica e ambiente favorável ao investimento. Esses são os verdadeiros vetores da transformação estrutural.</p>



<p><em>*Sylvia Lorena é superintendente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Andréia Lopes é Gerente de Estratégia e Articulação de Relações do Trabalho da CNI.</em></p>
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		<title>As sequelas de uma política irracional de juros</title>
		<link>https://fieac.org.br/as-sequelas-de-uma-politica-irracional-de-juros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webmaster]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 15:49:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O juro real acima de 10% ao ano inibe o investimento produtivo, afeta o consumo das famílias e penaliza especialmente as camadas de menor rendaA política irracional de juros reais acima de 10% ao ano terá consequências graves para o setor produtivo, com impacto devastador para a economia nacional. Na indústria, enfrentamos o começo de [&#8230;]</p>
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<p><strong><em>O juro real acima de 10% ao ano inibe o investimento produtivo, afeta o consumo das famílias e penaliza especialmente as camadas de menor renda<br></em></strong><br>A política irracional de juros reais acima de 10% ao ano terá consequências graves para o setor produtivo, com impacto devastador para a economia nacional. Na indústria, enfrentamos o começo de um processo de inadimplência em pequenas, médias e grandes empresas, que rapidamente vai se alastrar e acarretar um efeito dominó em toda a cadeia produtiva. Passou da hora de o Banco Central reduzir os juros de forma efetiva.</p>



<p>O juro real acima de 10% ao ano inibe o investimento produtivo, afeta o consumo das famílias e penaliza especialmente as camadas de menor renda. Não podemos admitir que a economia brasileira seja prejudicada por uma inconsequente política de juros reais fora da normalidade. Nada justifica que o Brasil tenha essa taxa de juros tão elevada, com uma Selic a 15% ao ano, enquanto deveria estar ao menos 4 pontos abaixo desse patamar.</p>



<p>O resultado é uma alta do endividamento e da inadimplência das empresas e das famílias. Segundo o próprio Banco Central, o endividamento das famílias passou de 48,4% para 49,7% entre os meses de dezembro de 2024 e 2025. Já a inadimplência das pessoas físicas com o sistema financeiro subiu de 3,5%, em dezembro de 2024, para 5,2%, em janeiro de 2026. A inadimplência com o sistema financeiro também cresce entre as empresas, tendo passado de 2,0% para 2,6% nesse mesmo período.</p>



<p>A atual política monetária do país inviabiliza qualquer continuidade de uma atividade produtiva com competitividade, principalmente se olharmos para o nível das taxas de juros no mercado internacional. Não tenho dúvidas de que esse patamar estratosférico é desnecessário para controlar a inflação e prejudica o crescimento da economia.</p>



<p>Por isso, vejo como prioridade número um para o país que o Banco Central que inicie de forma consistente e efetiva uma sequência de cortes na taxa básica de juros. Sem essa medida, cada vez menos a indústria brasileira conseguirá competir no cenário global e os atrativos do nosso mercado serão anulados, frustrando projetos de investimentos, que ficarão apenas no papel.</p>



<p>Fatores como os juros altos, o preço exorbitante da energia, os gastos sem freio do poder público e os custos excessivos para produzir têm levado o país a um caminho preocupante. O chamado Custo Brasil faz o Brasil jogar fora todos os anos mais de 20% de seu PIB, por não resolver burocracias e dificuldades estruturais, como o excesso juros e de tributos, o déficit de infraestrutura e as dificuldades para financiamentos e qualificação de pessoal para o marcado de trabalho.</p>



<p>É imprescindível que governo federal volte a ter uma política fiscal equilibrada e interrompa com urgência o crescimento dos gastos públicos, principalmente com alterações na dinâmica de expansão dos gastos obrigatórios. Não podemos aceitar que o Brasil vá na contramão do mundo. Reduzir incentivos fiscais e aumentar tributos a essa altura, como vem ocorrendo para que o rombo das contas públicas seja amenizado, torna o nosso país cada vez menos competitivo.</p>



<p>Clamo os poderes constituídos para que se mobilizem e compreendam as suas responsabilidades com o país. Esperamos que Executivo, Legislativo e Judiciário falem a mesma língua para trabalhar em conjunto e em prol da retomada do crescimento econômico. A indústria está atenta a cada passo e quer ser uma aliada do setor público nesse desafio, mas espera celeridade na tomada de providências para que o Brasil pegue um caminho rumo a prosperidade.</p>



<p>Assuntos como os juros excessivos e a crescente inadimplência, que deveriam ser tratados como pautas prioritárias no país, acabam ficando em segundo plano em razão de pautas motivadas por palanque político, em pleno ano eleitoral. Refiro-me, por exemplo, ao debate da redução da jornada de trabalho.</p>



<p>A discussão da escala é 6&#215;1 é legítima e necessária, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos. A produtividade no Brasil ainda está muito aquém de países semelhantes e há escassez de mão de obra. Por isso, ainda não é hora de reduzir a escala.</p>



<p>A sociedade brasileira espera respostas para termos um país mais justo, com mais oportunidades e menos desigualdade, mas ao mesmo tempo não pode conviver com riscos de manutenção de juros estratosféricos, de excessos de gastos públicos e de redução da jornada de trabalho. Tais cenários, se não houver correção de rumos, só farão aumentar a distância do país rumo ao desenvolvimento sustentável e resultarão em perdas para a população e para a economia brasileira.</p>
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		<title>Um debate necessário</title>
		<link>https://fieac.org.br/um-debate-necessario/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webmaster]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 15:56:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É dever de quem exerce liderança pública lembrar o princípio segundo o qual sociedades maduras não confundem divergência com inimizade, nem política com paixão partidária. O Brasil tem o direito de discutir mudanças na jornada e na escala de trabalho, pela influência na vida de milhões de trabalhadores, na organização das empresas, na oferta de [&#8230;]</p>
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<p>É dever de quem exerce liderança pública lembrar o princípio segundo o qual sociedades maduras não confundem divergência com inimizade, nem política com paixão partidária.</p>



<p>O Brasil tem o direito de discutir mudanças na jornada e na escala de trabalho, pela influência na vida de milhões de trabalhadores, na organização das empresas, na oferta de serviços públicos e na competitividade do País. Esse debate, no entanto, exige método, premissas explicitadas e avaliação de impactos, como a própria Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem sustentado ao defender negociação coletiva, flexibilidade setorial e rejeição a alterações impostas por lei de forma generalizada.</p>



<p>A democracia brasileira nos oferece duas conquistas que o País não pode relativizar: a liberdade de expressão e as eleições livres. São alicerces, ambas, do Estado Democrático de Direito e, ao mesmo tempo, instrumentos que a história nos concedeu para buscar, com honestidade intelectual, as melhores soluções para os problemas do País.</p>



<p>Defendemos a liberdade de expressão, inclusive quando ela nos confronta, porque sabemos que o silêncio imposto é a antessala de escolhas ruins ou equivocadas. O que pedimos, com a serenidade de quem pensa no longo prazo, é que esse debate seja elevado, com menos disputa de narrativas e mais compromisso com resultados.</p>



<p>A nação espera de seus líderes um debate público com método, transparência de premissas e disposição para ouvir evidências divergentes. E, simultaneamente, não pode abrir mão de aumento na produtividade, empregos formais, competitividade, equilíbrio fiscal e bem-estar para os trabalhadores. Esses objetivos não são incompatíveis, mas exigem políticas calibradas, diálogo social e responsabilidade.</p>



<p>Mesmo propostas que alterem profundamente o tecido produtivo podem e devem ser discutidas, desde que não se perca de vista o essencial: a sustentabilidade socioeconômica é condição para qualquer avanço duradouro.</p>



<p>Que a história registre, neste confronto de ideias, não a vitória de um lado sobre o outro, mas a maturidade de um país que escolheu deliberar protegendo suas instituições, honrando as oportunidades que a liberdade e o exercício político lhe concedem, num esforço coletivo voltado para a construção de um país soberano e economicamente sustentável.</p>



<p>Essa consciência de que o fortalecimento do tecido social se sobrepõe a interesses pessoais é fundamental, especialmente numa nação heterogênea como o Brasil, com realidades setoriais e regionais tão distintas. Por isso, propostas de alteração ampla e uniforme devem ser examinadas com cautela e foco nos efeitos concretos, respeitando peculiaridades de setores e cadeias produtivas.</p>



<p>Diante disso, a CNI defende que o País organize o debate sobre as alterações na jornada de trabalho em torno de critérios claros e de um caminho viável.</p>



<p>Em termos práticos, isso significa pelo menos cinco compromissos públicos.</p>



<p>Primeiro: separar o debate técnico do calendário eleitoral. Propostas de grande alcance precisam de tempo para escrutínio e não devem ser aprovadas sob pressão de curto prazo. A própria posição pública da CNI ressalta a necessidade de cautela e de responsabilidade no contexto de um ano eleitoral.</p>



<p>Segundo: adotar governança de diálogo social, com participação de trabalhadores, empregadores e poder público, além de premissas tais como: se a compensação se dará por horas extras, por novas contratações ou por combinações intermediárias, e em que condições cada alternativa é factível.</p>



<p>Terceiro: preservar a flexibilidade e a negociação coletiva como instrumentos centrais. A orientação da CNI é tratar ajustes por negociação coletiva, com flexibilidade setorial, e não por imposição legal generalizada.</p>



<p>Quarto: explicitar salvaguardas para emprego formal e competitividade. Devemos a todo custo evitar o risco de que uma elevação compulsória do custo do trabalho seja disseminada pela economia, encarecendo insumos e serviços, gerando pressões inflacionárias e ampliando o risco de perda de competitividade. Qualquer proposta deve indicar, de forma verificável, como mitigará esses efeitos, com acompanhamento e revisão.</p>



<p>Quinto: vincular qualquer avanço a uma agenda de produtividade. Não se trata de negar a importância do bem-estar no trabalho, mas de garantir que conquistas sejam sustentáveis. Se o País deseja reduzir a jornada de modo permanente, precisa elevar a produtividade com tecnologia, educação, qualificação e modernização organizacional. Esse é um ponto central: produtividade como condição e não como promessa posterior.</p>



<p>O Brasil não precisa de um debate em que cada lado apenas reafirma suas convicções, mas de uma discussão que as transforme em propostas testáveis, com números, prazos, responsabilidades e mecanismos de correção.</p>



<p>A indústria brasileira quer fazer parte da mesa de discussões, mas defende, com a franqueza de quem responde pelo investimento, pelo emprego formal e pela capacidade de competir, que o País não pode se permitir a tomada de decisões que ampliem custos e fragilizem a produção sem contrapartidas de produtividade e sem desenho institucional adequado.</p>



<p>Em outras palavras, o País não pode trocar uma promessa imediata por um custo duradouro, especialmente para quem depende do emprego formal, do consumo e de serviços públicos funcionando com qualidade.</p>



<p>*Ricardo Alban é presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).</p>



<p>O artigo foi publicado no jornal O Estado de S. Paulo, no dia 19 de fevereiro de 2026.</p>
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		<item>
		<title>O sucesso da agenda climática depende de alinhamento nacional</title>
		<link>https://fieac.org.br/o-sucesso-da-agenda-climatica-depende-de-alinhamento-nacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webmaster]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 15:59:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine uma orquestra em que cada músico toca em um tom e em um ritmo diferentes, sem a orientação de um maestro ou de uma partitura comum. Em vez de música, o resultado é ruído. Na agenda climática brasileira, a multiplicação de iniciativas estaduais e municipais sem coordenação nacional cria risco semelhante para o setor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Imagine uma orquestra em que cada músico toca em um tom e em um ritmo diferentes, sem a orientação de um maestro ou de uma partitura comum. Em vez de música, o resultado é ruído. Na agenda climática brasileira, a multiplicação de iniciativas estaduais e municipais sem coordenação nacional cria risco semelhante para o setor produtivo.</p>



<p>O setor industrial acompanha a intensificação de compromissos subnacionais de mitigação e adaptação às mudanças do clima. Embora a descentralização tenha um papel relevante, a fragmentação de políticas e a falta de alinhamento com os marcos nacionais ampliam a insegurança jurídica e elevam os custos para o planejamento de investimentos. Por isso, o setor defende que a transição para uma economia de baixo carbono ocorra de forma integrada, previsível e orientada por critérios técnicos.</p>



<p>O mercado de carbono é um exemplo claro dessa necessidade de harmonia regulatória. Com a sanção da Lei nº 15.042/2024, o Brasil criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), que estabelece metas obrigatórias, regras de monitoramento, verificação e mecanismos nacionais de registro, concebido para ser o eixo central da precificação de emissões no país.</p>



<p>Para que esse sistema cumpra sua função estratégica, a governança do SBCE precisa assegurar um diálogo qualificado com os setores diretamente impactados. O conselho consultivo, ainda que sem poder decisório, é peça-chave nesse arranjo ao permitir que as considerações do setor produtivo sejam incorporadas desde o desenho até a implementação do mercado de carbono. Isso fortalece a previsibilidade, a segurança jurídica e a legitimidade do sistema – condições necessárias para o engajamento da indústria.</p>



<p>Assim, a criação de mercados estaduais paralelos não representa avanço, mas retrocesso. A fragmentação regulatória provoca sobreposição de normas, eleva custos de conformidade e aumenta o risco de carbon leakage, com o deslocamento de emissões para estados com regras menos restritivas. Além de ineficiente do ponto de vista econômico, esse modelo fragiliza a contabilidade nacional de emissões e dificulta o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris. O caminho, portanto, é fortalecer o SBCE como instrumento estruturante da política climática, assegurando o alinhamento das iniciativas subnacionais ao marco federal.</p>



<p>A ausência de critérios comuns também se reflete no reporte de dados de emissões. Para assegurar comparabilidade e credibilidade das informações, é fundamental o alinhamento a metodologias reconhecidas, como o GHG Protocol e a ABNT NBR ISO 14064-1. Esses padrões já fazem parte da rotina da indústria e contribuem para evitar a duplicidade de exigências.</p>



<p>No mesmo sentido, as plataformas estaduais de relato precisam dialogar com o SIRENE Organizacional, sistema federal que centraliza as informações sobre emissões. A existência de sistemas isolados dificulta a consolidação dos dados e enfraquece a formulação de políticas públicas mais eficazes.</p>



<p>Essa lógica de coordenação também deve orientar outros instrumentos da política ambiental. No licenciamento ambiental, por exemplo, o foco precisa permanecer no controle dos impactos locais. A exigência de cálculos de emissões de Escopo 3 em fases iniciais de instalação carece de viabilidade técnica e tende a estimular litígios, o que desestimula novos investimentos.</p>



<p>Por fim, os planos estaduais de mitigação precisam dialogar com o Plano Clima e com as metas da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil. Os estados exercem um papel estratégico quando atuam como facilitadores, oferecendo apoio técnico, linhas de financiamento e estímulos à inovação, em vez de criar sistemas concorrentes. A racionalização do arcabouço normativo é essencial para assegurar a competitividade da indústria e a efetividade da política climática nacional.</p>



<p><em>Roberto Muniz é diretor de Relações Institucionais da CNI.</em></p>
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		<title>Pedágio, para que te quero?</title>
		<link>https://fieac.org.br/pedagio-para-que-te-quero/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webmaster]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 14:54:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Viajar de caminhão do Acre a São Paulo significa muito mais do que vencer quase 3.500 quilômetros de rodovias. Para o transportador, o trajeto impõe também desafios financeiros silenciosos, especialmente os pedágios. Em um país onde mais de 60% das cargas circulam por rodovias, as tarifas cobradas nas praças impactam diretamente o valor do frete [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Viajar de caminhão do Acre a São Paulo significa muito mais do que vencer quase 3.500 quilômetros de rodovias. Para o transportador, o trajeto impõe também desafios financeiros silenciosos, especialmente os pedágios. Em um país onde mais de 60% das cargas circulam por rodovias, as tarifas cobradas nas praças impactam diretamente o valor do frete e, ao final da cadeia, o bolso do consumidor.</p>



<p>Levantamentos apontam que um caminhão pode desembolsar cerca de R$ 1.993 apenas em pedágios em trechos concedidos da BR-364, em Rondônia, e da BR-163, no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O cálculo não inclui os custos no estado de São Paulo, onde as tarifas variam conforme a rota utilizada. Ainda assim, esses trechos concentram alguns dos principais blocos tarifários do país, por integrarem artérias logísticas nacionais.</p>



<p>No trecho administrado pela concessionária Nova BR-364 — Rota Agro Norte — estão previstas sete praças de pedágio. Já a BR-163, sob responsabilidade da Nova Rota do Oeste, conta com nove praças no Mato Grosso e outras nove no Mato Grosso do Sul. Como a cobrança é feita por eixo, a soma chega a aproximadamente R$ 80 por eixo, resultando em um custo próximo de R$ 2 mil antes mesmo de o caminhão cruzar a divisa paulista.</p>



<p>Esse valor entra diretamente na planilha do transportador e, como operar no prejuízo não é uma opção, acaba sendo repassado ao frete. O reflexo é imediato: alimentos mais caros, aumento no custo dos insumos industriais e perda de competitividade do setor produtivo, sobretudo em estados mais distantes dos grandes centros consumidores.</p>



<p>Em rotas longas como essa, o pedágio pode representar até 20% do custo operacional da viagem. Para regiões de menor renda, como o Norte do país, a cobrança integral gera um efeito perverso: encarece deslocamentos essenciais, desestimula investimentos e aprofunda desigualdades regionais.</p>



<p>Por outro lado, é inegável que rodovias concedidas apresentam avanços importantes, como melhor conservação, sinalização adequada e maior segurança, reduzindo acidentes e aumentando a previsibilidade do transporte. O dilema, portanto, não está na existência do pedágio, mas na forma de financiá-lo sem excluir territórios ou penalizar cadeias produtivas inteiras.</p>



<p>Uma alternativa discutida por especialistas é a adoção de concessões com subsídio federal, em um modelo híbrido capaz de equilibrar essa equação. A proposta prevê tarifas diferenciadas: valores plenos em regiões de maior renda e tarifas sociais ou reduzidas em áreas menos desenvolvidas. Nesse formato, o governo complementaria a receita das concessionárias, exigindo, em contrapartida, metas rigorosas de desempenho, como qualidade da pavimentação, sinalização adequada e níveis de satisfação dos usuários. O descumprimento desses critérios poderia resultar na redução do subsídio.</p>



<p>O trajeto entre Rio Branco e São Paulo exemplifica como o pedágio pesa sobre preços, competitividade e desenvolvimento regional. A solução não passa pela extinção das tarifas, mas por torná-las mais justas e equilibradas.</p>



<p>Infraestrutura não é gasto, é investimento. E, quando bem planejada, retorna em forma de desenvolvimento, geração de empregos, redução de desigualdades e preços mais acessíveis para toda a população.</p>



<p><em>Zé Adriano é deputado federal e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC)</em></p>
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		<title>Brasil não pode perder a corrida da modernização trabalhista</title>
		<link>https://fieac.org.br/brasil-nao-pode-perder-a-corrida-da-modernizacao-trabalhista/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webmaster]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 16:53:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo vive uma transformação acelerada. A revolução digital, a inteligência artificial, a transição energética e a reorganização das cadeias de produção estão alterando a forma de trabalhar, produzir e competir. Países que não acompanham esse ritmo perdem espaço globalmente. O Brasil não está imune a essa realidade. Se quisermos prosperar, precisamos modernizar nossas instituições [&#8230;]</p>
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<p>O mundo vive uma transformação acelerada. A revolução digital, a inteligência artificial, a transição energética e a reorganização das cadeias de produção estão alterando a forma de trabalhar, produzir e competir. Países que não acompanham esse ritmo perdem espaço globalmente. O Brasil não está imune a essa realidade. Se quisermos prosperar, precisamos modernizar nossas instituições na mesma velocidade em que o mundo se moderniza. O desafio, nesse sentido, não é reconhecer a urgência, mas garantir que nossas instituições estejam à altura das transformações.</p>



<p>A reforma trabalhista de 2017 mostrou como uma atualização legislativa pode mudar realidades. Ao dar clareza a regras que antes alimentavam disputas intermináveis, reduziu a incerteza, fortaleceu a negociação entre empresas e trabalhadores e liberou recursos que estavam aprisionados na engrenagem da litigância excessiva. Só entre 2022 e 2024, a economia foi de cerca de R$ 15 bilhões. Ainda assim, parte dos avanços poderia ter sido maior, não fosse a falta de consolidação legislativa e interpretações judiciais que vêm abrindo brechas para novas inseguranças. A lei cumpriu seu papel, é fato; é a aplicação dela que precisa ser fortalecida.</p>



<p>Questões como terceirização, negociação coletiva e horas de deslocamento, que antes alimentavam litígios sem fim, foram pacificadas pela reforma. A Justiça passou a ser menos sobrecarregada e mais efetiva, com milhares de conflitos resolvidos diretamente entre as partes. Cresceu também a busca por acordos extrajudiciais, prova de que, com previsibilidade, empresas e trabalhadores preferem o diálogo ao litígio.</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong><a href="https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/economia/reforma-trabalhista-poupou-cerca-de-r-15-bilhoes-ao-pais-entre-2022-e-2024-aponta-estudo/">Reforma trabalhista poupou cerca de R$ 15 bilhões ao país entre 2022 e 2024, aponta estudo</a></strong></li>
</ul>



<p>Esse processo, no entanto, sofreu um revés em 2024, quando mudanças na interpretação das regras de gratuidade estimularam a chamada litigância predatória. Foram mais de 2 milhões de novas ações apenas em um ano, sinal de que retrocessos institucionais cobram caro e exigem atenção redobrada. Cada brecha aberta representa bilhões desperdiçados, investimentos represados e empregos que deixam de ser criados.</p>



<p>É neste ponto que o debate deixa de ser jurídico e passa a ser estratégico. O Brasil convive com um Custo Brasil de R$ 1,7 trilhão por ano que mina nossa competitividade. A reforma mostrou que é possível reduzir esse fardo, mas também evidenciou como decisões inconsistentes podem devolvê-lo ainda maior. Sem previsibilidade, não há investimento. Sem investimento, não há emprego.</p>



<p>Por isso, a modernização trabalhista deve ser vista como uma engrenagem coletiva. Para os trabalhadores, regras claras significam mais segurança nas relações de trabalho e maior estabilidade para planejar sua vida. Para a economia, mais investimentos produtivos, inovação e geração de empregos de qualidade. Para o Estado, uma Justiça menos sobrecarregada e mais eficiente. E, para a sociedade , significam uma economia mais dinâmica, produtiva e inclusiva. Modernizar é, acima de tudo, criar confiança mútua.</p>



<p>Quando há previsibilidade, todos avançam. O empregador assume riscos com mais tranquilidade, o trabalhador atua com mais proteção, e o país reduz custos desnecessários que travam sua competitividade. Ao contrário do que muitas vezes se insinua no debate público, modernizar não significa precarizar, mas garantir que as transformações no mercado de trabalho ocorram dentro de marcos estáveis e equilibrados. Não se trata de estimular vínculos frágeis ou incentivar a chamada “pejotização” indevida, mas de consolidar um sistema que permita relações legítimas sem zonas cinzentas que só alimentam litígios. O verdadeiro risco para trabalhadores e empresas está na instabilidade jurídica, que desorganiza o mercado e corrói oportunidades.</p>



<p>Estudo do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que, se o país retomar a trajetória de previsibilidade, a sociedade pode se beneficiar de uma economia adicional de R$ 10,9 bilhões até 2027 — recursos que deixam de ser desperdiçados em disputas e passam a fortalecer o desenvolvimento. Esse potencial exige coragem política e responsabilidade institucional: ao Legislativo cabe consolidar os avanços já aprovados, e ao Judiciário cabe aplicar a lei como foi definida pelo Congresso. Quando o Judiciário extrapola sua função e passa a reinterpretar ou legislar por conta própria, gera insegurança, desequilibra relações e cria custos que o Brasil não pode mais suportar. Segurança jurídica só existe quando cada Poder cumpre sua função.</p>



<p>Defender a modernização trabalhista é proteger uma conquista coletiva. É garantir que a Justiça cumpra sua função essencial, sem ser sufocada por disputas que poderiam ser resolvidas com clareza e bom senso.</p>



<p>Oito anos depois, a lição mostra que enfrentar gargalos estruturais com coragem se tangibiliza em ganhos bilionários. Ou seguimos na rota da modernização, ampliando o espaço para o diálogo, a previsibilidade e a competitividade, ou ficaremos presos ao peso do passado. O Brasil precisa continuar modernizando com velocidade.</p>



<p><em>*Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)</em></p>



<p><em>*Jorge Gerdau, presidente do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo (MBC)</em></p>



<p><em>O artigo foi publicado no jornal O Estado de São Paulo, no dia 20 de outubro de 2025.</em></p>
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		<title>O pior cego é aquele que não quer ver</title>
		<link>https://fieac.org.br/o-pior-cego-e-aquele-que-nao-quer-ver/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webmaster]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jul 2025 14:27:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estamos vivendo tempos de profunda dificuldade de estabelecer o limite entre a razão e a insanidade, em diálogos que vão de mesa de bar, passando pela grande mídia, até os grandes debates entre situação e oposição no Congresso Nacional. Tudo em nome da melhor estratégia eleitoral visando a disputa à Presidência em 2026. Entre os [&#8230;]</p>
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<p>Estamos vivendo tempos de profunda dificuldade de estabelecer o limite entre a razão e a insanidade, em diálogos que vão de mesa de bar, passando pela grande mídia, até os grandes debates entre situação e oposição no Congresso Nacional.</p>



<p>Tudo em nome da melhor estratégia eleitoral visando a disputa à Presidência em 2026.</p>



<p>Entre os dois extremos, estão a população e os problemas crônicos de nossa economia, sendo postergados e minimizados, ou, quando muito, trazidos ao debate, no viés mais ideológico e de narrativas apaixonadas de lado a lado.</p>



<p>Sem querer entrar nesse “estelionato eleitoral,” de defender meus posicionamentos sem a devida fundamentação e conhecimento, com base apenas na verdade dos fatos, respeitando posicionamentos discordantes, venho declarar que o modelo ambiental atual fracassou.</p>



<p>Digo isso porque a legislação não respeita as necessidades de preservação da vida humana, sobretudo nas regiões mais pobres do país, e transforma o que seria um ativo poderoso em um fardo difícil de ser carregado pela população dessa região, que sofre com o subdesenvolvimento, com o aumento da miséria e com o preconceito.</p>



<p>Segundo o Ranking de competitividade dos Estados 2024, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CPL), o Acre ocupa a 24ª posição no pilar de infraestrutura, com nota 4,3 em uma escala de 0 a 100. Para tanto, foram avaliados o acesso, o custo e a qualidade dos serviços de saneamento básico, telecomunicações, energia e transporte.</p>



<p>De acordo com o Ranking do Saneamento 2025, do Instituto Trata Brasil (ITB), a capital Rio Branco se posicionou entre os 20 piores municípios. A análise leva em consideração o nível de atendimento e o nível de eficiência do serviço de saneamento em cada município.</p>



<p>A Lei Geral de Licenciamento Ambiental deverá aumentar a qualidade de vida dos acreanos ao tornar o processo de licenciamento de obras de infraestrutura menos moroso e burocrático, ampliando o acesso da população a serviços essenciais como saneamento básico e energia.</p>



<p>É importante ressaltar que a simplificação do processo de licenciamento ambiental não significa torná-lo mais permissivo, mas sim, mais ágil e eficiente, com informações integradas e digitalizadas com a definição de prazos condizentes para as análises pelos órgãos ambientais. Dessa forma, é possível equilibrar a proteção ambiental com o desenvolvimento econômico, garantindo que o licenciamento continue cumprindo o seu papel de precaução e conservação.</p>



<p>Ademais, o processo proporcional ao impacto de cada empreendimento reduz a sobrecarga atual dos órgãos licenciadores. Atualmente, o mesmo processo complexo do licenciamento é aplicado a qualquer empreendimento, mesmo os com menor relevância do ponto de vista do impacto ambiental. A diferenciação do processo permite que o governo concentre esforços nos empreendimentos de maior impacto.</p>



<p>Como disse, respeito as opniões e críticas sobre o tema, mas vivo aqui no Acre e sei quanto é difícil nosso desafio de empreender nessa região. É preciso ter coragem e por isso me orgulho por apoiar o pequeno, médio e grande empresário que sempre esteve marginalizado pelo fato de querer apenas trabalhar com liberdade.</p>



<p><em>*Zé Adriano é presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC) e deputado federal</em></p>
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		<title>Tarifaço inoportuno ou oportunidade para fortalecer relação bilateral?</title>
		<link>https://fieac.org.br/tarifaco-inoportuno-ou-oportunidade-para-fortalecer-relacao-bilateral/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webmaster]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2025 14:43:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em artigo publicado no Valor Econômico, o presidente da CNI, Ricardo Alban, fala sobre a decisão do presidente dos EUA de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil Um tarifaço sem fundamentos econômicos. A decisão do presidente dos EUA de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados [&#8230;]</p>
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<p><strong>Em artigo publicado no Valor Econômico, o presidente da CNI, Ricardo Alban, fala sobre a decisão do presidente dos EUA de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil</strong></p>



<p>Um tarifaço sem fundamentos econômicos. A decisão do presidente dos EUA de impor uma tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, sem qualquer estudo técnico que justifique, configura uma ruptura grave de uma relação comercial centenária, marcada por forte integração produtiva e amigável.</p>



<p>Há mais de 15 anos, os Estados Unidos registram superávit constante no intercâmbio de bens e serviços com o Brasil. Entre 2015 e 2024, esse saldo positivo acumulado alcançou US$ 91,6 bilhões em mercadorias e US$ 256,9 bilhões em serviços, segundo estimativas a partir de dados oficiais norte-americanos.</p>



<p>Argumentar que o Brasil pratica alíquotas excessivas também está em desacordo com a realidade. Em 2023, a tarifa efetivamente aplicada pelo nosso país sobre produtos originários dos EUA foi de apenas 2,7% &#8211; quatro vezes inferior à alíquota nominal média de 11,2% registrada na Organização Mundial do Comércio (OMC).</p>



<p>A tarifa de 50% anunciada pelo governo Trump põe fim à previsibilidade que sustenta milhares de contratos de longo prazo, afetando fábricas brasileiras e plantas nos Estados Unidos que dependem de componentes e insumos produzidos no Brasil para manter linhas produtivas e empregos. Existem milhares de companhias norte-americanas instaladas no Brasil e outras tantas brasileiras operando nos EUA. O tarifaço, portanto, aumenta substancialmente o risco de retrocesso, ameaçando a competitividade de ambos os lados e lançando incerteza sobre planos de investimento futuros e negócios em andamento.</p>



<p>Diante disso, o diálogo deve ser o caminho prioritário. A CNI, em parceria com entidades empresariais dos dois países, está pronta para contribuir tecnicamente na busca de uma solução negociada que reverta as tarifas e restabeleça a confiança.</p>



<p>Temos conversado com as principais lideranças econômicas e políticas do Brasil. Vemos, na formação pelo governo federal de um “Comitê”, que contempla o setor produtivo, de grande valia.</p>



<p>Vemos, nas redes sociais, disputas, desentendimentos e polarização, agravados pela antecipação do próximo ciclo eleitoral, mas o sentimento real do povo brasileiro é o da busca pelo diálogo, pelo entendimento e consenso.</p>



<p>São muitos e importantes os desafios que já enfrentamos, entre eles o reequilíbrio das contas públicas, sem o qual a economia implode; a redução sustentável da taxa de juros, dependente do ajuste fiscal, para destravar investimentos; o avanço de reformas estruturantes que melhorem o ambiente de negócios e reduzam custos, condição indispensável ao crescimento da produtividade e do PIB.</p>



<p>A história desmente a visão de luta de classes ou de imposições unilaterais de tarifas como armas de conquista ou consolidação de poder.</p>



<p>O maior aliado do trabalhador é uma empresa sólida e confiante para investir; o maior aliado do empreendedor é um ambiente de negócios previsível e competitivo.</p>



<p>Por isso, rejeitamos soluções fáceis, como elevar impostos para financiar uma máquina pública ineficiente. A sociedade não suporta nova alta de carga tributária. O verdadeiro milagre econômico está na estabilidade, na redução do “Custo Brasil” e na liberação do espírito empreendedor.</p>



<p>Reconhecemos os méritos da política industrial inaugurada pela Nova Indústria Brasil e, justamente por acreditar no potencial dessa parceria é que apelamos por diálogo e caminhos que não estrangulem a competitividade dos setores produtivos. Incertezas fiscais, guerras comerciais e a rápida difusão da inteligência artificial já criam um ambiente complexo; somar novos conflitos tarifários só ampliará os riscos.</p>



<p>O momento exige moderação e convergências com agilidade para que o Brasil possa negociar em posição de parceiro e nação independente.</p>



<p><em>*Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).</em></p>



<p><em>O artigo foi publicado no Valor Econômico, no dia 13 de julho</em></p>
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		<title>Um pacto para o Brasil</title>
		<link>https://fieac.org.br/um-pacto-para-o-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webmaster]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2025 13:55:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os desafios que se acumulam na economia brasileira – fiscais, sociais e produtivos – não são novidade. Mas a complexidade do presente exige mais do que diagnósticos conhecidos: urge uma ação coordenada, espírito público e visão de futuro. O tempo das soluções improvisadas ficou para trás. Se quisermos um amanhã mais próspero, é preciso construí-lo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os desafios que se acumulam na economia brasileira – fiscais, sociais e produtivos – não são novidade. Mas a complexidade do presente exige mais do que diagnósticos conhecidos: urge uma ação coordenada, espírito público e visão de futuro. O tempo das soluções improvisadas ficou para trás. Se quisermos um amanhã mais próspero, é preciso construí-lo a partir de um presente sólido, ancorado numa economia forte, moderna e inclusiva.</p>



<p>Nesse cenário, é impossível ignorar o papel central da indústria. Ela está nas entranhas do cotidiano: nas roupas que vestimos, nos alimentos que consumimos, nos celulares, nas ferramentas e embalagens, por exemplo.</p>



<p>Mais que produzir bens, a indústria multiplica inovação, impulsiona a produtividade e cria empregos de qualidade. Ela sustenta a capacidade de um país competir globalmente. Não há soberania real sem uma base industrial robusta.</p>



<p>Mas a indústria não avança sozinha. É preciso mais que vontade ou capacidade técnica. É necessário ambiente. É preciso projeto. É preciso um pacto que não se restrinja a governos ou mandatos, mas que olhe o Brasil como nação.</p>



<p>É por isso que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende um pacto nacional pelo desenvolvimento. Um compromisso duradouro que una Estado, setor produtivo e sociedade em torno de princípios claros: responsabilidade fiscal, política industrial moderna, reformas estruturais que removam entraves históricos. Enfrentar o “Custo Brasil”, racionalizar o aparato regulatório e dar previsibilidade ao investidor não são favores ao mercado — são condições para que o Brasil se desenvolva com sustentabilidade e justiça.</p>



<p>Os sinais de alerta se multiplicam. Aumentos pontuais de impostos, como no IOF, freiam o investimento produtivo. Debates sobre redução da jornada de trabalho sem ganho de produtividade podem custar bilhões à economia. A modernização do setor elétrico não pode se dar lastreada em tarifas ainda mais altas para quem gera, transforma e distribui riquezas.</p>



<p>Há, portanto, uma urgência por diálogo. Não o protocolar, esvaziado de escuta, mas um debate transparente, técnico e generoso, em que o interesse do país se sobreponha a paixões ideológicas ou pressões setoriais.</p>



<p>A indústria está pronta para esse entendimento essencial à construção de um crescimento sustentado: tem propostas, dados e soluções para compartilhar. As principais propostas tratam da questão essencial para o ajuste fiscal: o controle do crescimento das despesas obrigatórias de forma estrutural.</p>



<p>Nesse sentido, defendemos a revisão de regras de concessão e reajuste de benefícios assistenciais e a adequação do mínimo de gastos com educação e saúde. Pelo lado das receitas, não é possível elevar a tributação sobre os setores que já arcam com a já altíssima carga tributária atual.</p>



<p>Defendemos, no entanto, que sejam adotadas medidas que garantam isonomia tributária ou que ataquem a preocupante escalada das apostas. Nesse sentido, temos propostas estruturadas, com sugestão do mecanismo de cobrança e estimativas de receita, para a tributação das compras de serviços digitais diretamente de empresas não instaladas no Brasil por parte de pessoas físicas e também para a criação de uma tributação seletiva sobre bets (até que essa tributação já prevista na reforma tributária entre em vigor em 2027).</p>



<p>O que pedimos é espaço para construir, junto com os demais setores, um projeto nacional consistente.</p>



<p>Importa lembrar que a força de uma economia não está apenas em suas fábricas. Está também na potência da agropecuária, na inteligência dos serviços, na vitalidade do comércio, no talento dos trabalhadores e empreendedores que movem este país com criatividade e resiliência.</p>



<p>A indústria não rivaliza com os outros setores — ela os conecta e fortalece. Uma cadeia produtiva sólida começa com uma engrenagem industrial ativa e bem lubrificada.</p>



<p>Por isso, o chamado é para todos: Executivo, Legislativo, Judiciário, governadores, prefeitos, empresários, sindicatos, trabalhadores e universidades.</p>



<p>O Brasil precisa — e pode — construir um projeto comum. Um projeto que vá além da estabilidade fiscal e abrace o desenvolvimento com inclusão, produtividade e ambição global.</p>



<p>Chegou a hora de deixarmos para trás o velho bordão de que o Brasil é o país do futuro. Este começa agora. E só se tornará realidade se formos capazes de firmar, com coragem e compromisso, um pacto verdadeiro pelo presente.</p>



<p><em>*Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).</em></p>



<p><em>O artigo foi publicado no jornal Metrópoles, no dia 02 de junho</em></p>
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		<item>
		<title>Brasil precisa priorizar a manufatura na relação com a China</title>
		<link>https://fieac.org.br/brasil-precisa-priorizar-a-manufatura-na-relacao-com-a-china/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[webmaster]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2025 18:24:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em artigo publicado no site da CNN, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defende que o estreitamento com a China precisa incluir a indústria de transformação O estreitamento da relação comercial entre o Brasil e a China precisa vir acompanhado de um protagonismo da nossa indústria de transformação, que hoje está em enorme desvantagem na [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Em artigo publicado no site da CNN, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defende que o estreitamento com a China precisa incluir a indústria de transformação</strong></p>



<p>O estreitamento da relação comercial entre o Brasil e a China precisa vir acompanhado de um protagonismo da nossa indústria de transformação, que hoje está em enorme desvantagem na balança comercial com o país asiático. A chamada indústria manufatureira – que engloba as atividades de transformar matérias-primas e insumos em produtos intermediários ou finais – é a responsável por desenvolver e disseminar tecnologia no país e pelos maiores investimentos e salários. Embora represente apenas 14,4% do PIB nacional, a manufatura responde por 47,6% das exportações de bens e serviços do país, por 62,4% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento, e por 25,6% da arrecadação de tributos federais.</p>



<p>Esses dados ilustram a importância da indústria de transformação para o desenvolvimento do país e mostram que a agropecuária não pode ser a única protagonista na relação com a China. Esse setor tem fundamental importância para o Brasil. Não se trata de reduzir a participação do agro, mas de ampliar o leque de atração de investimentos para a indústria da manufatura e de buscar espaço para que o nosso produto entre no mercado chinês.</p>



<p>A China foi o principal destino das exportações brasileiras em 2024, com US$ 94,4 bilhões, o que significa 28% do que exportamos no ano passado. O país asiático foi também a principal origem das nossas importações, com US$ 63,6 bilhões, o equivalente a 24,2% do que importamos. No entanto, quando falamos da indústria de transformação, a balança está longe, muito longe do equilíbrio: temos um déficit de R$ 45 bilhões entre o que vendemos e o que compramos de bens industriais.</p>



<p>O crescimento sustentado da China aumenta a demanda por produtos agropecuários, minerais e insumos industriais, favorecendo especialmente os setores de commodities no Brasil, mas também há espaço para o produto manufaturado. Precisamos de uma estratégia consistente e arrojada para abrir mais espaço para o produto de maior valor agregado da indústria brasileira na China.</p>



<p>Reafirmo. A indústria brasileira precisa ganhar espaço na relação bilateral com a China. As oportunidades estão surgindo, mas é imprescindível que o governo brasileiro impulsione políticas industriais e priorize a manufatura para equilibrar a balança comercial de produtos manufaturados, hoje muito desfavorável ao país.</p>



<p>Uma estratégia é focar em inovação, qualidade e diferenciação de produtos, em vez de competir apenas pelo preço. Precisamos investir em design, branding e atendimento especializado para agregar valor e criar nichos de mercado onde a simples vantagem de custo não é determinante. Além disso, a adoção de tecnologias avançadas de automação e gestão da produção, bem como a busca de parcerias comerciais mais amplas, fortalecerão a nossa competitividade.</p>



<p>Precisamos atrair investimentos produtivos da China, de forma que a presença asiática não se baseie apenas em exploração do nosso mercado para consumo de bens, mas em encadeamento produtivo, de forma que a parceria contribua para a neoindustrialização do Brasil e para a integração das nossas empresas a cadeias mais complexas e tecnológicas.</p>



<p>Recentemente, atraímos empresas chinesas do setor automotivo e de eletrônicos na Bahia, em Goiás e no Amazonas. Esse movimento é essencial, mas ainda mais importante é garantir o encadeamento produtivo de forma que peças e equipamentos sejam fabricados no Brasil. A instalação de polos de pesquisa e desenvolvimento e a criação de novos parques fabris com parceiros chineses no país, como anunciados durante a visita do presidente Lula à China recentemente, precisam ganhar escala e integrar, irrevogavelmente, a agenda de negociações entre os países.</p>



<p>Outro exemplo do que o Brasil precisa nessa relação bilateral é o acordo que prevê a instalação do grupo Windey Energy Technology Group Co. no campus do SENAI CIMATEC, na Bahia. A parceria busca soluções em energia eólica, hidrogênio verde e sistemas de armazenamento de energia em baterias, com inovação aplicada e investimento para a instalação de fábricas de turbinas eólicas e sistemas para armazenamento de energia em baterias. Essa é mais uma medida que pode fortalecer a cadeia produtiva nacional e contribuir para a geração de empregos.</p>



<p>Podemos e devemos fabricar máquinas agrícolas em vez de importar esses equipamentos na China, como também precisamos explorar cada vez mais o nosso potencial para atender a elevada demanda mundial por minerais críticos, especialmente no contexto da transição energética.</p>



<p>A atração de Data Centers também é uma outra oportunidade que bate a nossa porta. Temos enorme disponibilidade de energias renováveis e podemos desenvolver em conjunto com parceiros comerciais tecnologias como super baterias para serem usadas em polos tecnológicos. Muitos países, como a China e os EUA, usam pequenas termelétricas para abastecer os Data Centers, enquanto nós temos condições de fazer centros de dados realmente verdes com energia totalmente renovável.</p>



<p>A ampliação do uso de políticas industriais ativas pós-pandemia e a recente guerra tarifária provocada pelos Estados Unidos mostraram ao mundo a extrema necessidade de os países protegerem e fortalecerem suas indústrias, sob o risco de perderem espaço e serem engolidos pelas tecnologias e investimentos de outras economias. Nesse cenário, precisamos manter diálogo aberto com países que querem acordos e relações de ganha-ganha.</p>



<p>O anúncio esta semana de acordos de cooperação entre Brasil e China, assinados durante visita do presidente Lula a Pequim, preocupa setores da indústria brasileira. Os investimentos chineses em infraestrutura são bem-vindos, mas não podemos abrir mão de produzir e exportar para a China, em detrimento de comprar produtos manufaturados chineses – o que enfraquece a indústria brasileira.</p>



<p>A baixa capacidade de agregação de valor no Brasil pode ser evidenciada pela realidade de que vamos exportar etanol para a China transformar em combustível da aviação e revender para o mundo. Esse não é o caminho. Precisamos ter capacidade e tecnologia para produzir e vender o produto final.</p>



<p>Os empresários industriais brasileiros entendem que o Brasil corre o risco de deixar a indústria da manufatura em segundo plano diante das oportunidades de estreitamento do comércio com a China. Precisamos aproveitar essa onda. Caso contrário, quem perderá será a indústria nacional.</p>



<p><em>*Ricardo Alban é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).</em></p>



<p><em>O artigo foi publicado na CNN Brasil, no dia 19 de maio.</em></p>
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