Notícias

Página inicial | Notícias | Zé Adriano cobra ação efetiva do Governo Federal para evitar colapso na BR-364

Zé Adriano cobra ação efetiva do Governo Federal para evitar colapso na BR-364

Em pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados, o presidente da FIEAC e deputado federal, Zé Adriano, alertou para o risco iminente de colapso da BR-364, única ligação terrestre entre Rio Branco e o Vale do Juruá. A fala, que repercutiu entre parlamentares e técnicos do setor de infraestrutura, chamou atenção para os impactos sociais, logísticos e econômicos do atual estado da rodovia.

“A BR-364 é, para nós, muito mais do que uma estrada. Ela é a linha vital que garante o direito de ir e vir de centenas de milhares de brasileiros que vivem nas regiões mais isoladas da Amazônia Ocidental”, destacou.

Segundo o presidente da FIEAC, o trecho está em estado crítico, com erosões, obras inacabadas e precariedade que colocam em risco o abastecimento de alimentos, combustíveis, medicamentos e o transporte de pacientes, estudantes e trabalhadores.

O deputado reconheceu os investimentos recentes do Governo Federal, que somam R$ 830 milhões entre 2023 e 2024, mas fez um alerta. “Os recursos previstos até o momento são insuficientes para atender as necessidades emergenciais da nossa BR-364. O modelo atual de repasses irregulares e ações isoladas compromete a eficiência das obras e gera desperdício”, assinalou.

Entre os pontos mais críticos citados estão:

  • Ponte sobre o Rio Caeté, operando com balsa improvisada e perigosa;
  • Cabeceira da ponte do Rio Tarauacá, com obras paralisadas;
  • Escorregamentos e deslizamentos, que estreitam a pista e tornam o tráfego noturno inviável;
  • Anel Viário de Brasiléia, inacabado há mais de três anos, travando a integração Brasil–Peru.

Zé Adriano reforçou a urgência de um plano de execução contínuo e estruturado, com repasses compatíveis com a curta janela do verão amazônico, quando as obras podem ser realizadas com segurança. “Sem a BR-364, o Acre para. E quando o Acre para, é o Brasil que perde”, concluiu o presidente da FIEAC e deputado federal.

Leia também