06 Fevereiro 2018 In Notícias

Pesquisa da CNI mostra que a população também está preocupada com a perda do poder de compra. Por isso, aponta o aumento do salário mínimo, o controle da inflação, a geração de empregos e a redução dos impostos como prioridades para 2018

As crises econômica e ética mudaram a percepção dos brasileiros sobre os principais problemas e as prioridades na ação do governo federal. Na avaliação da população, o desemprego, a corrupção e a saúde foram os principais problemas enfrentados em 2017. Para este ano, as prioridades são a melhoria dos serviços de saúde, o aumento do salário mínimo e o controle da inflação, informa a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira - Problemas e Prioridades, divulgada nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"Os reflexos da crise econômica se fazem sentir nas respostas da população. O desemprego aparece como maior problema pelo segundo ano consecutivo, e as medidas de recuperação de poder de compra ganham espaço entre as principais prioridades para 2018. A população aspira recuperar o poder de compra que tinha antes da crise, o que deve ocorrer apenas com a queda do desemprego e o crescimento sustentado da economia”, afirma o gerente-executivo de Pesquisas e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

De acordo com o levantamento, o desemprego, com 56% das citações, ficou em primeiro lugar na lista de principais problemas. Em segundo lugar, com 55% das assinalações, apareceu a corrupção e, em terceiro, com 47% das menções, a saúde. Em quarto lugar, com 38% das respostas, a população apontou a segurança pública.

A pesquisa chama atenção para o aumento da preocupação dos brasileiros com a corrupção. Em 2016, a corrupção ocupava o terceiro lugar da lista de principais problemas, com 40% das citações. Em 2017, recebeu 55% das menções e passou para o segundo lugar, passando à frente da saúde e se aproximando do primeiro lugar em citações. "O segundo problema com maior ganho de citações foi o custo de vida, fator que passou de 7% de citações para 13% em 2017", observa a CNI. Com isso, o custo de vida passou do 10º lugar em 2016 para o quinto lugar em 2017.

SAÚDE É PRIORIDADE NÚMERO UM - A preocupação com o custo de vida e a perda do poder de compra também mudou as prioridades apontadas pela população para 2018. A melhoria dos serviços de saúde, com 37% das respostas, permanece em primeiro lugar desde 2014. Mas o aumento do salário mínimo, com 33% das citações, subiu do quarto lugar em 2017 para o segundo lugar em 2018. Em terceiro lugar, com 32% das menções, aparece o controle da inflação. Em quarto lugar aparecem, empatadas, a geração de empregos e a redução dos impostos, ambas com 30% das respostas.

"O destaque dado a essas medidas reflete a alta taxa de desemprego, a percepção de perda de poder de compra da população nos últimos anos e a preocupação em recuperar a capacidade de consumo", avalia a CNI. Em 2014, o controle da inflação ocupava o nono lugar na lista de prioridades da população. A redução dos impostos estava na oitava posição e, a geração de empregos, em sétimo lugar.

A pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira - Problemas e Prioridades ouviu 2 mil pessoas em 127 municípios entre 7 e 10 de dezembro de 2017.

Agência CNI

06 Fevereiro 2018 In Notícias

Parlamentares presentes no Seminário RedIndústria da CNI afirmam que, mesmo que mudança nas aposentadorias não avance, Legislativo tem agenda cheia para melhorar ambiente de negócios brasileiro

Caso a votação da reforma da Previdência não se concretize até 20 de fevereiro, o Congresso Nacional tem na pauta um conjunto de propostas que podem manter em marcha a agenda positiva para o ambiente de negócios brasileiro. Durante debate no Seminário RedIndústria, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para analisar o cenário político e as perspectivas da pauta legislativa de 2018, executivos, representantes da indústria e parlamentares indicaram a reforma tributária como próxima na fila de prioridades entre as reformas estruturantes.

Líder do DEM na Câmara dos Deputados, Efraim Filho (PB) lembrou que a reforma tributária aprovada pelos Estados Unidos, no fim do ano passado, poderá ter sérias consequências para a economia brasileira. Na prática, ao reduzir seus impostos domésticos sobre o setor produtivo, a nova legislação tornou o Brasil destino menos atraente para investimentos de empresas americanas, que podem ser atraídas por países vizinhos com menor carga tributária. “O que já era necessário se tornou urgente. Se não tivermos a capacidade de tornar nossas indústrias mais competitivas, vamos empurrá-la para outros países”, analisou.

O líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE), também destacou a necessidade de discussão e votação de uma reforma que simplifique e desburocratize o sistema tributário nacional ainda em 2018. Para ele, este é um tema com menor potencial de polarizar as discussões no Legislativo e, assim, pode evoluir no Congresso apesar do ano eleitoral. Outro tema levantado pelo pedetista foi a derrubada do veto ao programa de refinanciamento de dívidas tributárias (Refis) para micro e pequenas empresas. “Não é assunto pelo qual perpassa a dicotomia situação x oposição”, disse.

CALENDÁRIO APERTADO – A votação de projetos com impacto positivo para a economia, porém, enfrentará um calendário congestionado por feriados, Copa do Mundo e o próprio período eleitoral, que tem início em meados de julho. Líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR) lembrou que haverá janelas para apreciação de propostas de interesse do setor produtivo, mas que será preciso planejamento e programação de votações em esforços concentrados. “Temos muitas medidas de ajuste fiscal e muitas questões a serem tocadas num ano muito curto. Teremos nichos de votação, mas será preciso programação”, ressaltou.

Além da agenda tributária, os parlamentares presentes no RedIndústria lembraram de outros temas, alguns há anos em discussão no Congresso Nacional, que podem movimentar os trabalhos do Legislativo. Tanto Jucá quanto Figueiredo defenderam a votação da proposta que regulamenta o lobby, que estabelece padrões de transparência e punições para desvios de conduta e que está no Plenário da Câmara e figura nos projetos prioritários da Pauta Mínima da Agenda Legislativa da Indústria.

Agência CNI

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