06 Dezembro 2017 In Notícias

Maioria das empresas têm expectativa de criação de empregos e de realizar investimentos após a reforma trabalhista, segundo pesquisa da CNI. Valorização da negociação coletiva é o principal avanço da nova lei

A modernização da legislação trabalhista trouxe para o século 21 diversos aspectos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), colocando-a em compasso com a realidade econômica e produtiva brasileira. Atualizado e pautado pelo fortalecimento do diálogo, o novo marco deve também contribuir para a criação de empregos, para o investimento e para maior segurança jurídica nas relações entre empresas e empregados. A conclusão é da Sondagem Especial: Reforma Trabalhista, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa mostra que as expectativas dos empresários da indústria são positivas quanto aos efeitos da nova legislação. Entre aqueles que conhecem a Lei nº 13.467/17 de pelo menos ouvir falar, 70% acreditam que ela contribuirá, certamente ou provavelmente, para a geração de empregos. Neste mesmo universo, 73% creem que a nova legislação contribuirá para a segurança jurídica nas relações do trabalho e 62% dos empresários afirmam que contribuirá para o aumento dos investimentos.

“A lei por si só, não gera empregos e aumenta os investimentos das empresas. Mas, ao contribuir para maior segurança jurídica nas relações do trabalho, ela sinaliza para as empresas um cenário de negócios menos hostil para as empresas.

A pesquisa aponta uma clara na percepção de melhora no ambiente de negócios, o que é fundamental para que o setor produtivo crie novos postos de trabalho e retome o investimento”, analisa a gerente-executiva de Relações de Trabalho da CNI, Sylvia Lorena.

AMPLO CONHECIMENTO - A sondagem constata, ainda, que a maioria do empresário industrial buscou ter informações sobre as mudanças trazidas pela reforma trabalhista. De acordo com a pesquisa, oito em cada dez empresas industriais conhecem bem ou conhecem mais ou menos as alterações promovidas em mais de 100 dispositivos da nova legislação e no processo do trabalho. O conhecimento é maior entre as empresas de grande porte (com 250 ou mais empregados), entre as quais 32% afirmam conhecer bem o novo marco legal.

Para os empresários industriais, o principal avanço são os dispositivos da nova lei que valorizam a negociação coletiva, assegurando que o que for pactuado entre empresas e empregados terá força de lei – chamado negociado prevalecendo sobre o legislado. Numa lista de nove opções de avanços trazidos pela reforma trabalhista, este aspecto foi apontado entre os três mais importantes por 62% daqueles que conhecem a lei de pelo menos ouvir falar.

Em seguida, os empresários indicaram a permissão expressa de terceirizar qualquer etapa do processo produtivo da empresa, apontado por metade dos entrevistados. Em terceiro lugar, o fim da obrigatoriedade da homologação da rescisão do contrato de trabalho no sindicato foi citado por 42% dos ouvidos entre os três principais avanços da reforma trabalhista, “o que revela atenção para a desburocratização dos procedimentos trabalhistas”, observa a pesquisa.

PRINCIPAIS DIFICULDADES – Apesar das expectativas positivas, a adoção das inovações trazidas pela reforma trabalhista pelas empresas deve encontrar alguns obstáculos. Na visão das empresas industriais, a principal dificuldade deve ser a oposição dos sindicatos, assinalado por 67% dos ouvidos. A resistência da Justiça do Trabalho e da fiscalização trabalhista aparecem na sequência, com 46% e 37% das respostas dadas pelas empresas da indústria, respectivamente.

Os dados contrastam com a percepção das empresas em relação ao ambiente da empresas. Apenas 16% dos entrevistados colocam a oposição do pessoal interno como uma dificuldade a ser enfrentada por conta da reforma trabalhista. Além disso, a expectativa das empresas é de melhora no ambiente de trabalho: 44% daquelas que conhecem a lei de pelo menos ouvir falar afirmam que o impacto será positivo e apenas 4% dizem que o impacto será negativo.

A Sondagem Especial: Reforma Trabalhista ouviu 3.056 empresas da indústria entre 2 e 17 de outubro de 2017. A amostra é formada por 1.193 empresas de pequeno porte (10 a 49 empregados), 1.161 de médio porte (50 a 249 empregados) e 702 de grande porte (mais de 250 empregados).

Agência CNI

06 Dezembro 2017 In Notícias

Membros do Comitê Acreano do Plano da Cultura Exportadora (PACE) estiveram reunidos na manhã desta quarta-feira, 6, na sede da FIEAC, para fazer uma avaliação das ações realizadas ao longo de 2017 com o objetivo de impulsionar o comércio exterior, sobretudo com os países andinos. Durante o encontro foi feito também o planejamento das demandas que serão priorizadas pelo grupo no ano seguinte.

Entre as diversas atividades realizadas em 2017, o Comitê promoveu encontros internacionais com empresários e lideranças do Acre, da Bolívia e do Peru, coordenou visitas técnicas nas alfândegas localizadas em regiões de fronteira e também em obras consideradas estratégicas para favorecer a logística de exportações, além de cobrar ações dos governos para alguns dos entraves que prejudicam a consolidação das exportações e importações.

Baseado no diagnóstico, o Comitê aprovou um plano de ação com as seguintes diretrizes: relacionamento e promoção de negócios; logística e infraestrutura do comércio exterior; barreiras em mercados externos; inteligência comercial; assessoramento e capacitação; facilitação e desburocratização do comércio exterior; estímulo e apoio a negócios acreanos para exportação.

Victor Hugo Rondón, representante do Ministério do Comércio Exterior do Peru, revela que neste ano as exportações do país vizinho para o Acre registraram um acréscimo de 20%. “Enquanto isso, o Acre também exportou ao Peru 12% a mais do que em 2016. E como esses dados foram contabilizados somente até o mês passado, esses índices devem aumentar para ambos os lados”, destacou.

Rondón prevê, ainda, um grande incremento para os próximos anos nas relações comerciais bilaterais. “Isso porque teremos a abertura da exportação da carne suína do Acre para o Peru, que, por sua vez, está com novas tendências de exportação em material de construção e alimentos”, acrescentou.

Para o presidente da FIEAC, José Adriano Ribeiro, embora ainda existam uma série de demandas que precisam ser solucionadas para que ocorra um avanço significativo nas relações comerciais com outros países, a avaliação dos trabalhos do Comitê Acreano da Cultura Exportadora é positiva.

“Tivemos nos últimos três anos uma oscilação desse comércio exterior e notamos a necessidade de fazermos um incremento dessas discussões e termos de fato um plano que trabalhasse isso de forma mais prática para retomarmos esse crescimento. O resultado disso é que hoje já temos uma movimentação bem superior à registrada nos últimos dois, três anos, porém, muito longe ainda do que pretendemos e acreditamos que podemos alcançar”, frisou o presidente da FIEAC.

José Adriano considera “vital” para o Estado a relação com os países andinos, tendo em vista que o Acre mantém grande dependência de recursos federais. “Esse comércio pode projetar o setor privado a nível internacional e dar mais segurança para geração de empregos e novos investimentos”, assinalou.

Inácio Moreira, presidente da Agência de Negócios do Acre (Anac), enalteceu a mobilização da Federação das Indústrias para que a pauta do comércio exterior seja priorizada. “Temos que parabenizar a FIEAC não só pelo Comitê, mas por outras agendas importantes que tem liderado. Precisamos dar algumas respostas, sobretudo do ponto de vista da logística, para que os investidores tenham um diagnóstico mais científico dessas alternativas. Embora tenhamos muitos problemas para superar, esse grupo obteve, de forma coletiva, avanços consideráveis”, salientou.

Para o empresário José Luiz Assis Felício, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Alimentares do Acre (Sinpal), a abertura para comercialização da produção do Estado nos mercados da Bolívia, Peru e de outros países da América do Sul é estratégica. “Considerando a grande concorrência dos produtos que vêm do sul e sudeste, que diminuem nosso mercado, essa integração andina torna-se essencial para os empresários acreanos”, acentuou.

Também participaram da reunião representantes da Fecomércio, Banco da Amazônia, Sebrae, MAPA, Sedens, Suframa, FAEAC, Acisa, SENAI, CIN, CRA-AC, CREA-AC, despachantes aduaneiros, Setacre, SECT, entre outras instituições.

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